Gostaria de agradecer à minha amiga Fátima pelo post engraçadíssimo no Ceticismo.net a respeito de um site que oferece macumba online.

Não resisti, acessei a página e solicitei uma macumbinha leve contra a minha pessoa (sim, é possível fazer a mandinga pra si mesmo). A fim de testar o poder dos encantamentos disponíveis no site me propus um desafio. Encomendei um trabalho que teoricamente deverá me causar uma forte diarréia em alguns dias.

O mais legal é que além de poder acompanhar na opção “Sua e-macumba” o andamento da mandinga, é possível também fortalecê-la. Cada vez que você clicar AQUI, estará contribuindo pra aumentar o poder do despacho que fiz. O meu está Nível 1 - Catimbó simples.

Conto com vocês para fortalecerem a macumba. O site diz que o encantamento pode chegar até o nível 11. Então mãos a obra. É só clicar AQUI. Rumo ao máximo poder.

 

Domingo às 17:00 posto aqui se o trabalho deu certo ou não :)

Há tempos atrás me tornei ateísta. Penso que seja a última etapa de uma progressão que começou há muito tempo atrás. Busquei vários cultos religiosos (talvez necessidade de participar de algum grupo social, sei lá). Em todos eu me decepcionei. Todos consultavam médicos, psicólogos, alguns tomavam remédios contra depressão, outros batiam nos conjuges, muitos traiam, a maioria se desesperava. O conforto espiritual durava, no máximo, alguns minutos após o fim do culto.

Me lembro que a descoberta do pensamento cético pra mim veio ao ler o site do Projeto Ochkam há alguns anos (obrigado!). Na verdade mesmo quando ainda admitia a hipótese de deus (ou deuses), já discordava em certos pontos dos dogmas inflexíveis que conhecia, mas acreditava na existência de alguma chave hermética que abriria o conhecimento pra mim.

Quando vi que outras pessoas questionavam as escrituras cristãs, me interessei pelo assunto. Não eram estudiosos em sua maioria. Eram teístas, céticos, ateístas e simpatizantes agnósticos, que discutiam e tentavam entender porque livros supostamente inspirados por deuses (mais evoluídos portanto) eram tão desnecessariamente complexos e contraditórios. A conclusão a que chegavam após um exame (sincero) da “hipótese deus” era que ela é improvável e desnecessária. 

Lendo textos sobre pseudo-ciência, sobre o método científico, conversando e conhecendo muitos pontos de vista, inclusive dos teístas, é que construí as bases do meu ateísmo. Foi uma caminhada dura, afinal ser ateu em uma sociedade em que a ignorância é uma bênção e o conhecimento é associado à soberba é muito difícil. É preciso ter coragem pra não participar dos cultos no local de trabalho e recusar folhetos, orações… mas isso não justifica a postura de alguns ateus que se colocam como heróis da descrença. Me parece a mesma choradeira dos cristãos, que usam a perseguição para se legitimarem como mártires do mundo.

Outro assunto digno de comentar aqui é que não existe uma religião ateísta. Não existe um movimento homogêneo, não existem crenças compartilhadas ou dogmas. Não existe um roteiro para se tornar ateu. Não existe uma classificação para os ateístas. Ateísmo não é uma religião. Carl Sagan era ateísta e no entanto admitia a hipótese de vida em outros planetas (apesar de não dar crédito ao fenômeno U.F.O.). Qualquer tentativa de nos classificar é reduzir o ateísmo a mais um movimento dogmático. De comum, só temos o fato de não acreditarmos em deuses. Ateísmo não é o mesmo que ceticismo embora um não exclua o outro. Um cético necessita de provas e fatos para aceitar algo como verdade. Alguém pode ser ateísta e ainda assim aceitar a homeopatia ou os UFOS. É preciso cuidado com as generalizações.

Escrevi esse post pra desabafar mesmo. Não sou o mais preparado pra falar em ateísmo, existem sites ótimos como os que estão nos links recomendados que podem contribuir muito mais para o entendimento do assunto. É que pelo que tenho visto nos fóruns da vida por aí, parece que existe uma guerra entre duas fações rivais, os ateus e os crédulos. 

Me livrar dos dogmas e retornar ao estado inicial de ser pensante foi um processo longo e muito particular. Embora tenha recebido contribuições valiosas, aprendido muito com as críticas e afiado minha argumentação nos encontros ocasionais com as ovelhinhas, foi uma caminhada solitária e muito difícil.

Não vou fazer proselitismo aqui, mas devo dizer que melhorei muito depois que me tornei ateu. Ajudo sem esperar nada em troca, vivo intensamente porque sei que a vida é frágil e única. Assumo a responsabilidade pelos meus atos, deixei de ser covarde. Fico triste mas não me sinto punido toda vez que algo dá errado. Abandonei o velho conflito entre carne e espírito. Dou valor ao dinheiro porque é fruto do meu trabalho e me proporciona satisfação e prazer. Enfim, me tornei humano.

Obrigado por ter lido até aqui. O texto representa uma opinião muito pessoal minha, parcial e embasada unicamente na minha experiência e observação ;)

Abraços!

Há algum tempo, terminei a leitura do ”Guia do Mochileiro das Galáxias” do escritor Douglas Adams. Só tenho a dizer que foi uma das leituras mais gostosas que fiz nos últimos anos. O “Guia” acompanha as aventuras de Arthur, um cidadão inglês que após escapar da Terra antes da destruição do planeta a bordo de uma nave espacial, se vê no meio de uma aventura que envolve conspirações e um grande segredo (Há!). O humor do livro é usado para criar uma crítica interessante da burocracia, da ciência, da religião e dos mitos criados em torno das perguntas tão caras à humanidade (herança dos malditos pensadores gregos). Em 2005 foi lançado um filme baseado no livro mas não assisti, quando (e se) conseguir alugá-lo, posto aqui minha opinião (não que interesse mas…).
Movido pela curiosidade (e o arrependimento de ter ignorado a obra durante muito tempo) iniciei a leitura do segundo livro - O Restaurante no Fim do Universo. Esse último me proporcionou uma das imagens mais belas que já tive durante uma leitura. Realmente, jantar enquanto contempla os últimos espasmos do universo é coisa fina. Douglas Adams ainda escreveu mais três livros que continuam a estória começada no “Guia”, embora o último livro “Praticamente Inofensiva” seja considerado por alguns como não-canônico. Tiradas impagáveis, passagens que mesclam elementos originais com os velhos clichês da ficção e personagens bens construídos me fizeram fã da série. Bem, não quero estragar a leitura de ninguém então paro por aqui. Fiquem com um trecho do diálogo entre Arthur e Ford (o alienígena que acompanha Arthur em sua aventura) no capítulo 30 de “O Restaurante no Fim do Universo”, só pra sentirem o drama:

“Esse Deus põe uma macieira no meio de um jardim e diz “vocês façam o que vocês quiserem, ah, mas não comam a maçã”. Surpresa surpresa, eles comem e ele pula de trás de uma moita gritando “Peguei vocês!”. Não teria feito muita diferença se eles não tivessem comido.
— Por que não?
— Porque se você está lidando com alguém que tem o tipo da mentalidade de quem deixa um chapéu na calçada com um tijolo embaixo para os outros chutarem pode ter certeza que ele não vai desistir. No fim ele te pega.”

Ironia fina é bobagem!

Ah, e se você não entendeu o título do post, não sabe o que está perdendo.

Abraços e boa leitura!

Imagine a cena: eu estou fazendo um lanche na padoca perto do meu serviço, entra uma pessoa e coloca na minha frente um pedaço de papel com um texto xerocado. Surpreso decido ler o texto, e descubro que é mais um pedinte querendo dinheiro pra ajudar o filho desempregado, custear algum tratamento de saúde ou alguma variação sobre o tema “me dê dinheiro”. Quando olho pro lado pra tentar identificar a criatura que arremessou o papelzinho na minha frente, vejo uma mulher a alguns passos de distância, em silêncio, me olhando com aquela cara de quem já está acostumada a pedir. Eu entrego o papel de volta, ela espera, espera, me fuzila com os olhos e parte em busca da próxima vítima.

Sorry, não caio mais nessa!

Isso aconteceu comigo hoje e me fez pensar sobre o assunto. É impressão minha ou esses pedintes estão ficando cada vez mais impessoais e frios. Nem um bom dia, nem uma palavra sequer. Eles te entregam um papel sujo e encardido onde está escrito tudo que você deve saber antes de meter a mão no bolso e contribuir. Ao final, apenas um obrigado (isso se você deu o dinheiro, do contrário recebe um olhar seco como o que recebi hoje) e nenhuma disposição aparente para mudar de vida.

Sei que pedir dinheiro não é fácil, e que existem pessoas que se envergonham disso porém não possuem outra opção, mas hoje tive a nítida impressão que já havia visto aquele papel com aquele mesmo texto em algum lugar. Provavelmente já devo ter colaborado com outros pedintes de posse do mesmo papel sujo. E provavelmente o papelzinho retornará, pelas mãos de outras pessoas.
Então, decidi que a partir de hoje, não dou mais dinheiro pra pedintes. No máximo, vou orientá-los a procurar a Secretaria de Promoção Social da minha cidade. Sério mesmo, aqui onde moro a situação beira o ridículo.

Da próxima vez que vir uma criança pedindo esmolas, enquanto os pais ficam sentados observando de longe, eu vou denunciar os mesmos pro conselho tutelar. De que adiantam as políticas sociais se existem safados que acham mais cômodo pedir dinheiro a trabalhar e ganhar seu sustento honestamente?

As eleições estão próximas, então resolvi escrever esse post pra divulgar um serviço muito interessante que o TSE fornece em seu site. Trata-se de uma consulta que possibilita ver a declaração de bens do seu candidato e se há algum impedimento por parte do TSE a qualquer candidato de qualquer cidade do país. É só clicar aqui. Portanto, tome cuidado com candidatos que não possuem bens declarados ou que possuem valores incompatíveis com a sua renda.

Boa diversão!

Moradores crêem que mangueira está jorrando água benta

É sério, depois de verem Jesus em torradas, santos em formações rochosas, virgens em manchas no vidro, agora essa! Segundo uma reportagem do Imirante.com existe, na cidade de Coelho Neto, uma árvore que jorra água. A população, ignorando as explicações que relacionam o fenômeno à causas naturais, já começa a atribuir milagres à suposta água-benta. A Igreja costuma não estimular esse tipo de coisa mas é difícil convencer as pessoas que árvores não jorram água e ao mesmo tempo ensinar que serpentes e mulas falam, que pães se transformam em carne e mulheres engravidam com o espírito santo (e sem serem fecundadas por espermatozóides). É bem provável que o fenômeno não resista a uma investigação superficial por parte da Santa Igreja. Saco! E eu que achei que teríamos mais um candidato à santo brasileiro…

Pra encerrar o post, a frase do dia, dita por uma das fiéis da Primeira Santa do Reino Vegetal e retirada da matéria do Imirante.com:

“Isso só pode ser de Deus, porque só ele faz uma coisa dessas. Vou levar para minha mãe que está entrevada na cama e não pode nem se levantar. Quem sabe ela não se cura e volta a viver direito”, acredita a lavradora.

Realmente, só o seu deus mesmo…

Recebi hoje um email que dizia que o comentarista do Bom Dia Brasil, Alexandre Garcia, havia sido demitido da Rede Globo por falar a verdade (clique aqui para ver o texto do email) … hein?? O email também trazia um vídeo de um comentário excelente dele no Bom Dia Brasil sobre a violência, o tal vídeo com a “verdade” que ocasionou a demissão. Chocado mas cauteloso como sempre, fui verificar no meu amigo Google o desenrolar dessa estória. Os resultados foram interessantes, já na primeira página o Google me trouxe dois links com um texto do próprio Alexandre Garcia comentando o boato de que havia sido demitido. Isso mesmo, BOATO! Interessante!!! Vejamos, um dos links é do Diário de Marília, o outro me leva a uma entrevista concedida ao Brasília em Dia, onde nosso ilustre comentarista fala, entre outros assuntos, sobre a estória que está circulando na internet a respeito da sua demissão. Ambos semelhantes em conteúdo e muito esclarecedores. Quanto tempo levei pra chegar à conclusão de que o email que recebi era mais uma lenda da internet? 30 segundos entre abrir o navegador, acessar o Google, digitar “alexandre garcia demitido” e clicar no primeiro resultado mostrado:

Há quase dois meses, com efeito multiplicador e instantâneo, circula pela internet uma mensagem “informando” que Alexandre Garcia fora demitido da Rede

Pois é, mais uma bobagem circulando na Net. Valeu só pelo vídeo (clique aqui pra ver), que vale a pena ser assistido e repassado. Mas sem estorinhas, na verdade o vídeo não precisa de explicação alguma. Se gostou (como eu) apenas encaminhe. Ah, e não se esqueça, não congestione a caixa de entrada dos seus amigos anexando um arquivo pesado quando você pode colocar um link para o vídeo no Youtube (ou outro site que possua o arquivo em seu servidor). Apenas copie o link http://www.youtube.com/watch?v=chKuE1rhAtE e envie no corpo do seu email. Mais prático e correto! Uma pena que não pensei nisso em um primeiro momento, quando em um impulso encaminhei a mensagem para alguns contatos com o vídeo anexo explicando que a estória não passava de uma mentira. Maldita empolgação : /

Artigo no Diário de Marília

Artigo no Brasília em Dia

Ah, é bem interessante o trecho da entrevista onde são citados os textos supostamente assinados por Luis Fernando Veríssimo e Arnaldo Jabor, entre outros…

Nos últimos meses, temos visto nos jornais exemplos de pessoas desequilibradas e mal-preparadas para assumirem a responsabilidade sobre uma criança. A insistência das instituições religiosas em combater o planejamento familiar e os programas de distribuição de anti-concepcionais só contribui para um número alarmante de crianças que crescem em um lar desequilibrado, e infelizmente, algumas nem chegam a atingir a maioridade. O montante que é desviado da Saúde Pública por nossos representantes políticos também faz falta na hora de dar assistência médica e psicológica a essas pessoas.

Não se enganem. Casos como o da menina Isabela ou como esse do bebê de 8 meses em Curitiba infelizmente são mais freqüentes do que imaginamos. Esses casos têm aparecido muito na mídia apenas porque o assunto está na moda. Muitas pessoas ficaram chocadas quando a mãe que jogou o bebê da janela do 6º andar admitiu tê-lo feito. O mais engraçado é que essas mesmas pessoas devem achar que a causa da violência nesses dias atuais é a falta de deus no coração! Ah, tá bom… então vou transcrever pra vocês aqui alguns versículos do livro sagrado de católicos, protestantes, espíritas, judeus e muçulmanos - a bíblia sagrada, mais precisamente o capítulo 21 do Deuteronômio:

18 ¶ Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos,
19 Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar;
20 E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão.
21 Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá.

 

A bíblia é uma coleção de relatos de incesto, violência contra mulheres - inclusive sexual, homicídio, genocídio, sacrifícios humanos, justificativas para a escravidão (clique aqui para saber mais)… então, qual a diferença entre arremessar através de uma janela ou apedrejar até a morte?

Abraços,

AmadeusXIII

Descobri, há alguns dias atrás, uma tática pra espantar aqueles chatos que adoram me parar na rua pra jogar conversa fora… eu começo a expor minhas teorias céticas, inclusive citando textos inteiros sobre ceticismo… no começo alguns até finjem mostrar interesse, sorriem amarelo, mas bastam 2 minutos pra começarem a me fuzilar com os olhos. Mais 1 minuto e eles arrumam um pretexto qualquer, me dão um tapinha nas costas e seguem seu caminho. Fica aqui a dica.

PS: não funciona com todo mundo. Mas já ajuda bastante ^^!

Segue a tradução dessa ótima argumentação cética que encontrei no site Sociedade dos Cientistas Mortos (nome nada original, textos ótimos). O texto é de autoria de Carl Sagan, um famoso cientista que muito contribuiu pra formação do pensamento cético (clique aqui para saber mais). Aqui vai:

“O Dragão Na Minha Garagem
 Carl Sagan
 
- Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem. 
Suponhamos que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você iria querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!

- Mostre-me – você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.

- Onde está o dragão? – você pergunta

- Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. – Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.

Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão

- Boa idéia – digo eu –, mas  esse dragão flutua no ar.

Então, você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.

- Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.

Você quer borrifar o dragão com tinta para torná-lo visível.

- Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.

E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação especial de por que não vai funcionar.

Qual a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? Se não há como refutar a minha afirmação, se nenhum experimento concebível vale contra ela, o que significa dizer que o meu dragão existe? A sua incapacidade de invalidar a minha hipótese não é absolutamente a mesma coisa que provar a veracidade dela. Alegações que não podem ser testadas, afirmações imunes a refutações não possuem caráter verídico, seja qual for o valor que possam ter por nos inspirar ou estimular nosso sentimento de admiração. O que eu estou pedindo a você é tão somente que, em face da ausência de evidências, acredite na minha palavra. “

Extraído do livro de Carl Sagan: “O Mundo Assombrado por Demônios - a ciência vista como uma vela no escuro” -  Companhia das Letras

Do que concluímos que o ônus da prova é de quem faz a primeira afirmação:

- Existe!

- Não existe!

- Sim, existe. Eu posso sentir!

- Ok, então prove!

- (…) morra infiel!